sexta-feira, 30 de julho de 2010

Portal do Coletivo Nacional Enegrecer‏

Como parte da nossa estratégia de comunicação estamos lançando o portal do Coletivo Nacional Enegrecer e nosso twitter.

O blog tem como proposta expressar as nossas opiniões e analises sobre os principais desafios que hoje vive a juventude negra brasileira.

O blog contará com uma dinâmica de atualização diária e com uma linha editorial que nós permita avançar em grau de coesão e identidade e sobre os acúmulos que estamos construindo em nossa militância cotidiana.

Avaliamos como estratégico um ambiente virtual que nos apresente e que apresente as nossas idéias ao conjunto da juventude negra que tem acesso a internet.

Atividades desenvolvidas nas diversas frentes em que atuamos, terão em nosso blog um espaço privilegiado, os trabalhos desenvolvidos na secretaria nacional de juventude da CUT, na diretoria de mulheres e combate ao racismo da UNE, nos espaços de organização do Fórum Nacional de Juventude Negra - Fonajune, nos diversos espaços de governo aonde a temática de combate ao racismo e promoção da igualdade racial onde temos militância envolvidos, na Marcha Mundial das Mulheres, etc.

Este blog é de caráter cooperativo e conta com a colaboração de toda a nossa militância envolvida no debate de promoção da igualdade racial e combate ao racismo.

O blog também cumpre o papel de externalizar as nossas idéias e formulações, servir de ponte de interlocução e aproximação de jovens negros e negras que ainda não estão organizados no Partido dos Trabalhadores e em nossa tendência
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Endereço: www.enegrecer.blogspot.com

Mais de 10 mil lotam Gigantinho em Porto Alegre, no Comício de Dilma e Tarso!!!

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Foro de São Paulo realiza XVI Encontro; confira entrevista com Valter Pomar

Do Portal do PT

O XVI Encontro do Foro de São Paulo, em comemoração aos 20 anos de fundação desta organização de partidos latino-americanos, será realizado de 17 a 20 de agosto, em Buenos Aires (Argentina).A esse respeito, o Portal do PT entrevistou Valter Pomar, da direção nacional do PT e responsável pela secretaria executiva do Foro de São Paulo.

Confira a íntegra da entrevista:

Quais os principais objetivos do XVI Encontro do Foro de São Paulo?

Primeiro, comemorar os 20 anos de uma iniciativa exitosa. O Foro de São Paulo tem sua parcela de responsabilidade no fato de estarmos vivendo, hoje, um momento diferente na história da América Latina, com mais democracia, com mais igualdade, com mais soberania e com mais integração. Segundo, para traçar planos para o próximo período. A esse respeito, o documento-base do XVI encontro (leia aqui a versão preliminar do documento base. A versão definitiva será divulgada no dia 8 de agosto) enumera quatro tarefas políticas: ampliar la unidad de los partidos progresistas, populares y de izquierda, profundizar los cambios, derrotar la contraofensiva de la derecha y consolidar la integración regional

Quem organiza o XVI Encontro?

O XVI encontro do Foro de São Paulo será em Buenos Aires. Logo, quem organiza são os partidos argentinos que integram o Foro.

Quem representará o Brasil na atividade?

Vários partidos brasileiros integram o Foro de São Paulo, por exemplo o Partido Comunista Brasileiro, o Partido Comunista do Brasil, o Partido Socialista Brasileiro, o Partido Democrático Trabalhista, o Partido Popular Socialista e o Partido dos Trabalhadores. No caso do PT, enviaremos uma delegação, como fizemos nos últimos 15 encontros. A delegação foi escolhida pela Comissão Executiva Nacional e será composta, entre outros, por José Eduardo Martins Cardozo, Iriny Lopes, Romenio Pereira, Severine Macedo, Morgana Eneile, Laisy Moriere, Marcel Frison, Maria Ivonete Tamboril, Mariene Pantoja, Gleber Naime, Maria Aparecida Abreu, Eduardo Valdoski, Tássia Pinho, Bruno Elias e Ronaldo Pinto. Além de mim mesmo e outros da secretaria de relações internacionais do Partido.

Vários integrantes da delegação são da Juventude do PT?

Sim. Simultaneamente ao XVI Encontro, acontecerá o II Encontro das Juventudes do Foro de São Paulo. A delegação é ampla, porque além da plenária propriamente dita do Foro, que ocorre nos dias 19 e 20, teremos nos dias 17 e 18 de agosto muitas outras atividades (leia aqui a programação do XVI Encontro), entre as quais reuniões de parlamentares; autoridades locais e regionais; autoridades nacionais; fundações, escolas e centro de capacitação; movimentos sociais; trabalhadores de arte e cultura. Ocorrerão, também, debates sobre políticas de Defesa regional e continental; meio ambiente e mudança climática; democratização dos meios de comunicação; soberania nacional e descolonização; migrações.

Uma curiosidade: quem tem medo do Foro de São Paulo?

Parte importante da direita européia, estadounidense e latinoamericana, inclusive os demotucanos. Esse pessoal acha que o Foro de São Paulo é uma espécie de comitê central continental, que estaria por trás da onda de governos progressistas e de esquerda na região. Se eles tivessem uma visão menos conspirativa da história, perceberiam que o Foro até deu uma mãozinha, mas o principal responsável pela existência dos atuais governos de esquerda é o neoliberalismo, contra o qual o povo de vários paises reagiu elegendo presidentes e partidos contrários ao neoliberalismo.

Se o PSDB e o Dem quisessem, eles poderiam participar do XVI Encontro?

Olha, nossos Encontros são abertos à imprensa. A revista Veja, por exemplo, acompanhou integralmente o XIV Encontro, mentindo a respeito porque quis, não porque não tivesse acesso aos fatos. Além disso, eu já mencionei que o Partido Popular Socialista, que faz parte da coligação que apóia Serra, integra o Foro e poderá participar de tudo.

Vi que na programação do Foro, haverá um debate sobre Defesa. Isto está relacionado ao conflito entre Colômbia e Venezuela?

Não, este debate já estava planejado antes. A verdade é que a esquerda latino-americana tem uma estratégia baseada na disputa de eleições, na mobilização social e no debate de idéias. Quem aposta numa estratégia de guerra e subversão são os Estados Unidos e os setores mais reacionários da região. O XVI Encontro do Foro de São Paulo será um grande ato em favor da paz, no mundo e na América Latina. E fazer a paz implica construir uma política unificada de Defesa entre todos os países da América Latina. Quanto ao conflito entre Venezuela e Colômbia, recomendamos ler a nota divulgada hoje, dia 28 de julho, pelo Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo (ver aqui a nota).

A nota do Foro critica o presidente colombiano Álvaro Uribe. Já Uribe, assim como José Serra e seu vice, atacam as Farc. O que o Foro de São Paulo vai dizer a respeito disto?

O Foro de São Paulo é integrado por partidos de distintas orientações políticas e ideológicas. Cada partido tem sua opinião. O que nos une é a defesa de uma solução pacífica negociada para o conflito existente na Colômbia. Acredito que vamos aprovar uma resolução conclamando todos os envolvidos a tomar medidas imediatas em favor da paz. E, com isso, acabar com este pretexto utilizado pelos Estados Unidos para intervir na Colômbia e ameaçar a região.

Então não existe, no Foro de São Paulo, uma opinião única sobre as Farc?

Olha, opinião única é coisa de pensamento único. O que eu posso dizer é que a esquerda latino-americana está nas lutas sociais, participa das disputas eleitorais e governa importantes países da região. Em muitos casos, partidos que hoje estão no governo, ontem estavam na luta armada. A transição se deu nos anos 80 e 90, geralmente através de processos de paz negociada. Na Colômbia, houve dois momentos em que se tentou isto. No primeiro destes momentos, a direita colombiana assassinou milhares de militantes de esquerda que decidiram abandonar a luta armada e participar da vida eleitoral. Ainda hoje, a Colômbia é um país onde ocorre assassinato sistemático de sindicalistas. Esta atitude da direita colombiana e do Estado colombiano cria uma enorme desconfiança entre os que estão na guerrilha, acerca do que pode acontecer caso deixem as armas e optem pela luta social e eleitoral. Entretanto, hoje, o fato de existir uma maioria de governos progressistas e de esquerda na América do Sul cria as condições internacionais para um acordo de paz que seja confiável. Hoje, o conflito militar interessa aos Estados Unidos, que quer manter presença militar na região; e interessa à direita colombiana, que usa o medo como argumento eleitoral e também para receber recursos dos EUA. Quem é realmente de esquerda, precisa perceber isto e agir de acordo com isto, não fazendo o jogo dos EUA e da direita.

A partir de que momento as Farc passaram a ser relacionadas ao narcotráfico?

Acho que a acusação surgiu quando o governo Clinton reforçou a presença militar dos EUA na Colômbia, usando como argumento o combate ao narcotráfico, mas na verdade tendo como objetivo combater a guerrilha. O governo Uribe reforçou este tipo de acusação. Vale citar que as Farc negam ter vínculos com o narcotráfico.

Após as acusações do candidato a vice na chapa de Serra e dele próprio, que inclusive foram motivos de ações judiciais movidas pelo PT, sobre supostas ligações do partido com as Farc, veículos da grande mídia ainda insistem em abordar o assunto de forma tendenciosa. O PT tem ou teve algum tipo de ligação política com a guerrilha colombiana?

Não, nenhuma. O PT e os partidos de esquerda latino-americanos estão implementando estratégias que combinam luta eleitoral e luta social. A maioria destes partidos apóia, na Colômbia, o Pólo Democrático Alternativo, que já disputou duas eleições presidenciais. O PT tem um protocolo de cooperação com o Pólo Democrático Alternativo. O PT e o Pólo Democrático defendemos uma saída pacífica e justa para o conflito militar existente na Colômbia.

Ao que voce atribuiu o uso deste tema pela campanha do PSDB?

Uma campanha em dificuldades, apela para mentiras. Uma campanha de direita usa argumentos de direita. No caso, Serra olha o mundo e a região a partir do ponto de vista dos Estados Unidos. O discurso internacional da campanha demotucana está a serviço destes interesses estrangeiros, interesses imperialistas como diríamos noutros tempos.

Alguns meios de comunicação também insinuaram que existe uma ligação da guerrilha com o Foro de São Paulo. O senhor tem sido procurado por veículos da grande imprensa para falar sobre o assunto? Como tem sido esta repercussão?

Olha, eu fui procurado pelo Portal R7, pelo jornal O Globo e pelo Portal Ig. Tenho tomado o cuidado de pedir que eles enviem as perguntas por escrito, para limitar distorções na edição. As perguntas que recebi geralmente têm como objetivo arrancar uma declaração que lhes permita dizer que existem vínculos que não existem, seja entre o Foro e a guerrilha, seja entre o PT e a guerrilha. Pois bem, eu respondo tudo o que perguntam, mas como minha negativa é taxativa, a mídia “democrática” geralmente não publica. Deve ser o exercício do controle social da mídia pelos seus proprietários...

Mas o Ig publicou uma declaração sua...

Publicou, mas veja só como. Eles me perguntaram o seguinte: “o PT não acha que, devido a essa polêmica envolvendo as Farc e o vice do adversário José Serra, ir ao encontro não criaria especulação negativa para a campanha presidencial?”. Eu respondi o seguinte: “Näo achamos isto. A oposição vai especular e criticar de qualquer forma: se decidissemos não ir, provavelmente diriam que estamos tentando disfarçar nossas verdadeiras intenções. Estas especulações são pura invencionice”. Pois bem, sabe qual foi a manchete da matéria do Ig?

Não, qual foi?

A manchete foi “Polêmica das Farcs (sic): PT manda dirigentes ao Foro de São Paulo”. Ou seja, aquilo que a realidade não vincula, eles tentam vincular forçando a barra na edição, nos títulos, nas chamadas. Como diria um reacionário: é uma vergonha!!!

Vamos pra Rua MILITÂNCIA PETISTA!!!


Amanhã, dia 30/07, haverá atividade da campanha Inês Pandeló em Angra e Rio Claro.

6h – Panfletagem na Portaria da Brasfels com presença da Inês e Luiz Sérgio;

10h – Panfletagem na Rua do Comercio com presença de Inês e Luiz Sérgio;

13h – panfletagem na praça de Lidice;

15h – panfletagem no centro comercial de Rio Claro.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Marco Aurélio Garcia: guinada à direita é final melancólico para Serra

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AGORA É A VERA!!!!!!!!!!!!!!

Marina tá com Dilma?!?!?! Será?!?!?!


"Ele está aprendendo essas coisas com os índios. Índio não joga conversa fora. Aliás, depende do índio. Tem índio aí que joga. Quando é índio autêntico, não joga"
Marina, sobre discurso do aliado Beto Ricardo e em referência ao vice de José Serra

Até os amigos desprezam José Serra

Destaque de hoje no blog dos Amigos do Presidente Lula

Candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB) encontra dificuldades para disseminar sua imagem em palanques aliados. Levantamento feito pelo jornal Correio Braziliense mostra que o material de campanha usado até agora pelos aspirantes aos governos estaduais não prioriza o tucano José Serra. Em ao menos 12 estados, o nome/a foto do tucano não é destaque nos santinhos, nas faixas ou nos banners.

A estratégia de campanha casada parece não ter convencido alguns candidatos. Em Alagoas, o governador Teotônio Vilela (PSDB), que tenta à reeleição, tem se esforçado para mostrar intimidade com o Presidente Lula e sua candidata, Dilma Rousseff (PT).

No Espírito Santo, todas as imagens de campanha de Luiz Paulo reforçam apenas sua candidatura. O jingle, inclusive, abusa do nome Luiz. “Esse é o homem. Esse sabe fazer. Luiz, Luiz, Luiz…Deixa com ele que ele faz acontecer.”

O tucano foi “preterido” até em palanques fortes, como o Paraná. A campanha de Beto Richa (PSDB-PR) deixa no site apenas material do candidato ao governo. Segundo a assessoria de Richa, o material casado “está sendo providenciado.” Serra estampa, ao lado de Geraldo Alckmin, a imagem do comitê central, no Edifício Joelma, em São Paulo. Mas, na internet, sua candidatura ocupa um canto da página, ao lado dos candidatos ao Senado Aloysio Nunes e Orestes Quércia. O material de campanha, no site, privilegia imagens de Geraldo e de seu vice.

No Rio Grande do Sul, a candidata à reeleição Yeda Crusius não ostenta fotos de Serra no comitê central. O mesmo ocorre no segundo maior colégio eleitoral, Minas Gerais. Apenas Antônio Anastasia, candidato ao governo, e Aécio Neves, ao Senado, estão na imagem do QG tucano em Belo Horizonte. O nome do ex-governador de São Paulo aparece — pequeno — em um santinho de Itamar Franco, candidato ao Senado. O mesmo ocorre no Acre. “No santinho, só tem o governador. O do Serra é um adesivo com o 45”, diz a assessoria de Tião Bocalom, candidato ao governo.

Os tucanos contam com Simão Jatene na disputa pelo governo do Pará contra a atual governadora Ana Júlia Carepa (PT). Entretanto, o material do candidato tucano não reforça a candidatura nacional. Até agora só o nome de Jatene ganhou as ruas. Ontem, Serra fez a primeira visita à região Norte desde o início da campanha. Passou o dia em Palmas (TO). Adesivos e fotos ao lado de Siqueira Campos, candidato ao governo, foram distribuídos.

A caminhada foi reforçada por um grupo de apoiadores cuja presença nas mobilizações custou R$ 510,a cada da campanha de Siqueira Campos, segundo afirmou uma contratada: Nós votamos no Siqueira Campos. Mas eles nos contratam para acompanhar o candidato nos eventos, para levar esse material para a rua.

O desafio do PSDB é conquistar votos no Nordeste. Além de driblar os altos índices de popularidade do presidente Lula, o partido precisa convencer aliados, incluindo prefeitos e parlamentares, a mergulharem na campanha. A tarefa não é simples. No material de Marcos Cals, que concorre ao Palácio Iracema, no Ceará, a estrela é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O site de Paulo Souto, candidato ao governo da Bahia, também apresenta de forma tímida o tucano. Traz apenas um banner com a foto de Serra no pé da página.

No Maranhão, Jackson Lago (PDT)diz que aguarda orientação jurídica, pois seu partido está coligado nacionalmente com a campanha de Dilma. No Mato Grosso do Sul, André Puccineli (PMDB) deve deixar o tucano de fora da propaganda.


Já a candidatura de Dilma anda de vento em popa

Os candidatos aliados de Lula na eleição de outubro adotaram a mesma estratégia da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff: colar a imagem à do Presidente. No material de campanha dos concorrentes ao Senado e ao governo, Dilma até aparece, mas a imagem explorada intensamente é a do petista Dilma Rousseff. Seja gravando mensagem de apoio ou apostando no santinho, todos querem tirar uma lasquinha.

Mesmo fora da disputa, Lula é anunciado como se fosse concorrente. A candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann (PT) aproveitou visita ao Ceasa, ontem, em Curitiba, para gravar cenas de seu programa de televisão e propagandear: “Daqui a pouco visitaremos o comércio e convidaremos para o comício do Lula”.

O comício ocorre só no sábado, mas ela está se preparando antecipadamente, de olho em como ficará a edição de seu programa de televisão. Na tentativa de chegar ao governo do estado, Osmar Dias (PDT) repete o movimento. Apresenta em sua página de internet o mesmo comício, enaltecendo apenas a presença de Lula.

Postulante à cadeira de governador do Amazonas, Alfredo Nascimento (PR) se antecipou e colocou em seu canal de vídeos na internet duas versões da mensagem de apoio que Lula gravou. A primeira é o material bruto, de três minutos e meio. A segunda, de um minuto e 40 segundos, já editada, anuncia: “Veja por que Lula apoia Alfredo Nascimento”.

Essa voracidade é bem visível entre os candidatos do Norte e do Nordeste. Ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) usa e abusa das imagens ao lado de Dilma. A dificuldade do peemedebista em se aproveitar da fotografia com Lula deve-se à disputa com o governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição. Wagner faz questão de exibir Lula na abertura do site.

Duplicidade
Nos locais em que há palanques duplos para a petista, a disputa fica acirrada. Candidatos ao governo do Piauí, João Vicente Claudino (PTB) e Wilson Martins (PSB) promoveram panfletos semelhantes em que aparecem ao lado de Lula e Dilma. Pela internet, Cid Gomes (PSB) e Lúcio Alcântara (PR) reproduzem a tática em busca de um naco considerável do eleitorado: colocaram no topo da página fotos ao lado de Lula e de Dilma. No Maranhão, a candidata do PMDB, Roseana Sarney, editou o clipe com o jingle da campanha exibindo logo na entrada o Presidente Lula e Dilma.

O fenômeno se repete nas ruas. Em recente caminhada por Uberlândia, muitas faixas exibindo Dilma ao lado dos candidatos locais, Hélio Costa (PMDB) ao governo, e Fernando Pimentel (PT) ao Senado. No Rio, o candidato a senador Jorge Picciani (PMDB) distribuiu santinhos separados com Dilma, Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB).

Candidato a governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) tem participado de diversas agendas de campanha ao lado da ex-ministra. O site de campanha do petista, contudo, não faz referência à candidata. O mesmo ocorre nas páginas de internet de Aloizio Mercadante, concorrente ao governo de São Paulo, e de Marta Suplicy, postulante ao Senado. Onde não tiver, mandaremos”

terça-feira, 27 de julho de 2010

Dia 7 de Agosto, vamos com Dilma!!!!!!!!!!!!


Prepare-se, 7 de agosto é o Dia Nacional de Mobilização da Juventude. Tá confirmado! 7 de agosto é o dia da juventude com a Dilma. Vamos mobilizar todo o país com atos, caminhadas, panfletagens e bandeiraços. Neste dia, vamos pintar o Brasil de vermelho. Na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, com a presença de Dilma, iremos realizar um grande ato, onde nossa candidata irá lançar suas propostas para a juventude brasileira. O evento será transmitido ao vivo pela Internet e em telões em cerca de 100 cidades brasileiras. Organize também na sua cidade uma atividade. E via twitter use a hashtag #galeradadilma. Acompanhe outras informações aqui e no blog www.galeradadilma.com.br. Contribua com sugestões, textos, fotos, vídeos, etc. Só não pode faltar criatividade. Juntos podemos fazer a maior e melhor cobertura colaborativa das eleições 2010.
Saíremos daqui de Angra em uma Van para poder prestigiar a nossa futura presidente do Brasil. Quem quiser participar dessa festa, entre em contato comigo, através de email ou telefone.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

População se mobiliza para eleger Dilma

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Pesquisa do Datafolha: Estávamos certos!!!

A arte de adivinhar nunca esteve entre alguns dos poucos dons que tenho. Se fosse guru ou algo do tipo, certamente estaria desempregado. Também não considero como uma intuição o palpite dado sobre a pesquisa Datafolha referente à sucessão presidencial que fiz no blog da JPT de Angra.
Vale a pena lembrar que a pesquisa foi encomendada pela Rede Globo.
É companheiro Edward, nós já sabíamos!!!!!!!
Êita imprensa golpista, imparcial, antidemocrática!!!

Segue link da postagem no blog da Juventude do PT Angra.

Rapidinha da Semana: A Democracia Socialista como tradição de Militância Revolucionária

"Por formarmos uma tradição, somos capazes de continuar o que foi interrompido e repor o que foi perdido. Isaac Akcelrud (jornalista e revolucionário desde os anos 1930), Zé Carlos (dirigente do PT gaúcho), Otaviano Carvalho (dirigente do PT capixaba), Pedro Alcântara (que foi da executiva nacional da CUT), Vânia (lutadora feminista gaúcha), Nélson Sá (dirigente dos sapateiros gaúchos), Barbieri (pequeno agricultor), Zé Carlos (dirigente bancário mineiro), João Otávio (dirigente metalúrgico em Minas) estão presentes em cada ato de nossa militância. Até mesmo os que nos deixaram, por motivos pessoais ou políticos, por circunstância ou por razões organizadas, estão conosco: não seríamos o que somos sem essas valiosas contribuições. A Democracia Socialista, crítica à tradição de esquecer, impugnar ou maldizer os que tomaram outros caminhos, nunca cultivou o ressentimento nas relações políticas.
Uma tradição existe quando se estabelece um nexo subjetivo entre a memória e a esperança, entre o vivido e o por viver, entre o criado e o por criar. Filha do século XX e do milênio passado, a DS, como o PT, é finisecular e finimilenar. Estamos chegando ao final da primeira década do século XXI com um tremor de expectativas do que poderemos ajudar a conquistar: a palavra revolução vale mais, tem mais conteúdo histórico, quando é amadurecida nas provas da vida.
A Democracia Socialista é o nosso caso de amor que deu mais certo, é o nosso abrigo em tempos difíceis e a nossa casa ensolarada de felicidade em tempos de maior emancipação.
O mais novo companheiro e a mais nova companheira partilham o mesmo tempo dos militantes fundadores porque somos uma novíssima tradição."

Parte do Artigo A Democracia Socialista como tradição de militância revolucionária, de Juarez Guimarães, publicado no caderno de resoluções da IX Conferência Nacional da Democracia Socialista.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A atualidade da democracia participativa

Carlos Henrique Árabe *

A luta pela conquista do 3º mandato presidencial pelo PT expressa também a construção de um programa de avanço da experiência de governo desenvolvida nos últimos 8 anos. Nesse programa – que condensa as conquistas atuais e as expectativas de novas conquistas – a questão democrática deve ter um lugar central.

A companheira Dilma Rousseff, em seu discurso na Convenção Nacional do PT, considerou que é vital, para o Brasil, uma reforma política que corrija vícios e distorções, que garanta transparência, fortalecimento dos partidos, que estimule o debate público e a participação popular.

Um novo espaço público

O Estado que assumimos ao vencer as eleições de 2002 já passou por mudanças importantes. Elas implicaram numa ampla recomposição do sistema estatal de planejamento (cujo maior destaque é o PAC), de produção (com o fim da privatização e a recuperação de empresas estratégicas para o desenvolvimento) e de financiamento (com o fortalecimento e novo papel do BNDES e dos bancos públicos).

No campo da participação política, também tivemos avanços significativos. Dentre eles, destaca-se a relação democrática com as centrais sindicais, que passaram a intervir na política do salário mínimo e na previdência. Num quadro de crescimento do emprego e de valorização do salário-mínimo, a CUT, sobretudo, ganhou força e tem assumido um papel importante na cena política. No âmbito da agricultura familiar e reforma agrária, o diálogo com as entidades e movimentos dos trabalhadores tornou-se permanente. No campo das políticas públicas, abriu-se um novo espaço de participação democrática através das conferências nacionais. Foram quase 70, em temas como educação, cultura, comunicação. Esse processo sugere novos avanços qualitativos na democratização do país.

A alta aprovação popular ao governo reflete, em grande medida, a redução da pobreza e a distribuição de renda em favor das parcelas mais pobres. Dilma defende eliminar definitivamente a pobreza absoluta em um prazo bastante curto. Combinada com a universalização das políticas públicas, estamos frente à possibilidade de uma inclusão social ainda mais ampla que a que tivemos nos últimos 8 anos.

Qual o potencial democrático dessa conquista? Essa questão fundamental vem sendo tratada nas análises do companheiro André Singer – vide sua entrevista na revista Teoria e Debate, maio-junho/2010 – com importantes sugestões de novas conquistas democráticas na participação popular. Ele chama a atenção para o fenômeno político de ampliação das bases tradicionais do PT – e, mais propriamente, do lulismo – em direção ao que denomina subproletariado, o que vai muito além da sua inclusão social. Na mesma Teoria e Debate, o companheiro Gustavo Venturi mostra os efeitos, para o PT, dessa nova realidade. A base social do partido vai se alargando exatamente junto aos setores mais pobres ao mesmo tempo em que volta a crescer como partido de maior referência para os trabalhadores e a população pobre.

Bases para um salto qualitativo

Esses elementos, que, naturalmente, podem ser ampliados e ganhar novas análises – e, nesse sentido, constituir-se num campo de formulação de novas propostas –, compõem um renovado potencial democrático para o nosso projeto. Já vemos na campanha a “força do povo” expressando-se em ampla adesão à candidatura Dilma, e comportando-se com enorme autonomia frente aos meios de comunicação conservadores. A campanha do PT deverá reforçar essa dinâmica de apoio e participação popular na conquista do 3º mandato presidencial e nas conquistas de governos estaduais e bancadas. E também ampliará o grau de simpatia popular ao próprio partido, reforçando a união das bases sociais de trabalhadores e setores pobres. Nesse contexto, a defesa de uma plataforma especificamente democrática ganha muita força e é um complemento obrigatório ao programa econômico e social.

Um dos objetivos do PT é o de, na campanha, ganhar legitimidade e hegemonia para a reforma política. Pelas experiências anteriores, para adquirir esse sentido, ela tem de significar mais que uma reforma da representação política e avançar para uma reforma democrática do Estado com ampla participação social. Ao mesmo tempo, trata-se de não subestimar o potencial de participação política desencadeado pela nossa experiência de governo. Trata-se, ao contrário, de, além de buscar sua máxima expressão eleitoral, construir novos e possíveis desenvolvimentos democráticos no país.

Desafios programáticos

De um ponto de vista mais largo, temos o desafio de atualizar e desenvolver nosso programa democrático. Nossas experiências anteriores, como a do orçamento participativo, são referências necessárias e insubstituíveis para novas elaborações e aprendizados para a democracia participativa em escala nacional. Além do desafio da mudança de escala – passando do nível local ou estadual para o de país – temos o da nova participação social. A ampla inclusão social refere-se a uma enorme parcela da população com pouca ou nenhuma experiência de organização. Mas que, ao que parece, aprende rápido e pode desenvolver novas práticas democráticas (que, em uma perspectiva histórica, não serão “doadas” mas, em grande medida, “inventadas” por elas próprias).

Assim, estamos frente a um novo e bom problema. Em relação a ele não basta repetir o que já fizemos, por melhor que tenhamos feito. Esse aprendizado teórico e prático da democracia participativa é uma base fundamental para desenvolver o potencial político que está sendo construído em conjunto com a luta pela conquistas eleitorais em curso.

* Carlos Henrique Árabe é secretário nacional de formação política do PT.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

SPD: "SÓ PRA DESCONTRAIR"

Orientado através da escrita do companheiro Rodrigo Vianna, "O erro de menosprezar Serra e a velha mídia", não cair no jogo sujo, de baixo nível ao qual temos assistido durante esses últimos meses pelo tucanato, PIG e a direita neoliberal do Brasil. Mas um pouquinho de humor não faz mau a ninguém né?!?!?!


Extra - Extra: Dilma deve abrir 6 pontos na 1ª pesquisa da campanha oficial

Levantamento produzido pelo instituto Vox Populi, deve confirmar petista à frente de Serra

A pesquisa eleitoral produzida pelo instituto Vox Populi por encomenda da Band deve mostrar Dilma Rousseff (PT) à frente. A divulgação dos resultados detalhados ocorre nesta quinta-feira (22). Na corrida presidencial, Dilma aparece com 43% das intenções de voto, contra 37% de José Serra (PSDB). Marina teria 8%.

Segundo os twiteiros, essa informação foi colhida por funcionários Band, contratante da pesquisa.

A pesquisa Vox Populi ouviu 3 mil pessoas de 17 a 20 de julho. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. O instituto registrou ainda pesquisas para nove estados – Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

No sábado (24), o Datafolha deve divulgar nova pesquisa. Será a enquete com maior amostra do período eleitoral, 10,6 mil entrevistados. Simultaneamente, dados sobre disputas estaduais devem ser divulgadas.

Cá entre nós, já sabemos o que essa outra pesquisa deve trazer né?!?!?! Numa tentativa dissimulada do PIG e da direita reacionária, a pesquisa deve "revelar" um empate técnico... Hum... Que piada...

O Programa de Governo de Dilma e os radicais do PT‏


André Taffarel

A coordenação de campanha de Dilma registrou no TSE um Programa de Governo que defendia algumas posições consensuais na esquerda partidária e social brasileira, e que foram aprovadas no 4º Congresso Nacional do PT no inicio de 2010.

Algumas dessas posições provocaram ampla reação contrária por parte da direita do país, principalmente de grandes meios de comunicação como a TV Globo, a Revista Veja e a Radio CBN. A linha editorial de todos foi (e é) associar as propostas como dos radicais do PT e que esses estariam controlando a campanha Dilma. Na coalizão eleitoral coube ao PMDB ser o porta-voz da reação, na condição de vice na chapa presidencial.

Radical e radicalismo foi a palavra da hora para agitar e unificar sentimentos anti-PT na sociedade e ajudar ao candidato tucano. Mas o que se está chamando de radicalismo é: 1) diminuição da jornada de trabalho sem diminuição de salários; 2) taxação de grandes fortunas; 3) controle social dos meios de comunicação; 4) reforma agrária.

Essas medidas se situam claramente como de ordem capitalista, e podem ser observadas em vários dos países chamados desenvolvidos. Podemos então reforçar que as elites nacionais rechaçam sempre com muita virulência toda e qualquer medida que contribua minimamente com a diminuição das desigualdades, visto que isso implica em sua perda de privilégios e regalias. Por outro lado o suposto radicalismo beneficiaria a enorme maioria da população no Brasil.

Não há muito tempo a OIT (Organização Internacional do Trabalho) trouxe a público que a redução da jornada para 40 horas semanais atingiria 18,7 milhões de trabalhadores brasileiros, que teriam mais tempo para o lazer, o estudo, ficarem com a família, descansar. O que certamente não faz parte das preocupações das elites que passam férias na Europa e seus finais de semana nas caríssimas casas de praia ou do campo.

A taxação das grandes fortunas e heranças, e o aumento de impostos para os mais ricos significariam cobrar dos que têm mais para desonerar os que têm menos. Desse modo contribuindo para a diminuição da nossa imensa desigualdade social, econômica e política.

*André Taffarel é Presidente da Câmara de Vereadores de Mesquita-RJ e Candidato a Deputado Federal pelo PT

quarta-feira, 21 de julho de 2010

PT protocola ação por danos morais contra vice de Serra e o PSDB



Portal do PT

O PT protocolou na tarde desta quarta-feira (21) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal ação civil por danos morais contra o candidato a vice do tucano José Serra, deputado Indio da Costa (Dem-RJ), e contra o PSDB.

As ações foram motivadas pelas declarações de Indio da Costa feitas ao site de campanha do PSDB acusando o PT de ligações com o narcotráficoe as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Antes, o PT já havia protocolado uma ação criminal por difamação e injúria no Supremo Tribunal Federal e na Procuradoria Geral da República contra o vice de Serra e uma ação eleitoral contra o PSDB exigindo direito de resposta.

Confira abaixo a íntegra das ações judiciais:

Ação criminal contra Indio da Costa no STF pdf

Ação criminal contra Indio da Costa na PGR pdf

Ação civil por danos morais contra Indio da Costa e o PSDB

Ação eleitoral contra o PSDB - direito de resposta

Estatuto da Igualdade Racial

Nesses 2 últimos dias, recebi inúmeros pedidos para fazer posts referentes ao Estatuto da Igualdade Racial. Não farei postagens comemorativas à sanção do Presidente Lula ao Estatuto da Igualdade Racial, por entender que não avançamos nas principais pautas que ele trazia em sua proposta inicial.
Radicalizar a Democracia é necessário para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. Fica inviável falar em "direitos de igualdade" se não ficaram contempladas neste Estatuto Branco as políticas afirmativas para a população negra.
222 anos depois, nós (população negra do Brasil) continuamos a ver noss@s jovens à merce da violência nas periferias espalhadas pelo país; a criminalização da pobreza; o racismo do controle midiático/publicitário branco das pequenas elites nos nossos horários de "folga" em frente a TV. É preciso uma mudança total de postura por parte dos partidos politicos (sem exceção) para organização e luta d@s negr@s brasileir@s.
Precisamos torná-los não em partido negro. Mas sim, em partido de todos, onde sejam respeitadas as adversidades e busquemos então o tal Direito de Igualdade.
222 anos depois, ainda temos a esperança de que um dia iremos estar vivos, para que ver a população negra em ascensão junto das demais etnias brasileiras.

Mobilização Total!!!!!!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vamos em Frente!!! Dilma Presidente!!!

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Rapidinha da Semana: O Socialismo Petista.

..."A nova sociedade que lutamos para construir inspira-se concretamente na rica tradição
de lutas populares da história brasileira. Deverá fundar-se no princípio da solidariedade humana e da soma das aptidões particulares para a solução dos problemas comuns. Buscará constituir-se como um sujeito democrático coletivo sem, com isso, negar a fecunda e desejável singularidade individual. Assegurando a igualdade fundamental entre cidadãos, não será menos ciosa do direito à diferença, seja esta política, cultural, comportamental etc.
Lutará pela libertação das mulheres, contra o racismo e todas as formas de opressão, favorecendo uma democracia integradora e universalista. O pluralismo e a autoorganização, mais que permitidos, deverão ser incentivados em todos os níveis da vida social, como antídoto à burocratização do poder, das inteligências e das vontades.
Afirmando a identidade e a independência nacionais, recusará qualquer pretensão imperial, contribuindo para instaurar relações cooperativas entre todos os povos do mundo."...

*O Socialismo Petista é parte da resolução aprovada no 7º Encontro Nacional, ocorrido entre 31 de maio e 3 junho de 1990, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, e reafirmado no 2º Congresso, realizado em Belo Horizonte, entre 24 e 28 de novembro de 1999.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

De portas abertas para a Militância

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Chegamos a centésima postagem!!!!!!!!! Vida Longa!!!

É com muito orgulho e satisfação que quero agradecer aos companheiros de luta e militância do PT e dos Movimentos Sociais por ajudar nessa tarefa de elaboração de proposta e informes gerais sobre as conjunturas políticas nesse humilde blog, durante esse curto espaço de existência.

Estava olhando a pouco emocionado as outras 99 postagens anteriores com conteúdos diversificados das várias frentes de atuação d@s companheir@s nos movimentos sociais: UNE, CUT, MST, Marcha Mundial de Mulheres, Democracia Socialista, Coletivo Enegrecer, MNU, FONAJUNE, KIZOMBA, PT, CSD, YLÁ-DUDU e tantos outros que tiveram participação e postagens dedicadas.

Espero que essa ferramenta de comunicação continue sendo um espaço de importante de informação que contribua também com a formação da nossa militância.

Que venham 200, 300, 500, 1000... 2000 postagens e assim por diante!!!

Fica aqui o meu MUITO OBRIGADO!!!

Saudações Socialistas!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Biografia de Dilma

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Fim de semana só vai dar PT, 13 e Dilma!!!!!!!!!!!!!!!!‏


CHEGOU A HORA COMPANHEIRADA!!!

VAMOS OCUPAR AS RUAS E PRAÇAS PRA DEFENDER NOSSO PROJETO POPULAR, DEMOCRÁTICO E TRANSFORMADOR DA SOCIEDADE!!!

MOBILIZAÇÃO TOTAL DA NOSSA MILITÂNCIA!!!

AVISEM TODOS!!!

DILMA NELES!!! DÁ-LHE 13!!!



Informes em 15 de Julho de 2010.

- Dilma e Lula no Rio.

Nesta sexta feira tem atividade de campanha no rio com Lula e Dilma.

A coordenação Nacional/Estadual está disponibilizando ônibus para os Municípios.

Angra terá dois ônibus rumo a festa com Lula e Dilma.

Os interessados devem dar o nome até as 17h de amanha.(15/06) – Sede do PT, ou Gabinetes dos Parlamentares(Lia ,Dr.Ilson, Cordeiro, Luiz Sérgio e Inês Pandeló;)

Um ônibus saíra do Perequê – Campo da Gringa, ás 12h, passando pelo Frade, Bracui, Ariro, – Resp. Companheira Jussara(Dr.Ilson Peixoto – 3362-3900;

O outro saíra do Centro – em frente ao Banco Bradesco, ás 13h, passando pelo Camorim, Jacuecanga, Monsuaba e Garatucaia – Resp. Raymundo(Luíz Sérgio) – 3365-4569.

- Angra inicia a campanha rumo a vitória – Dilma 13.

Nesta sábado, dia 17, vamos colorir as ruas do Centro de Angra com as nossas bandeiras, camisetas ,butons e nossa alegria e nossa garra.

Estamos convidando a tod@s para essa caminhada festiva.

Concentração ás 9h, na Praça do Papão.

Divulguem e participem!

Há, Cordeiro garantiu a Batucada!!!

A conjuntura depois da Copa (e antes da TV)

Em Tempo

Estamos frente a um cenário muito positivo para a eleição de Dilma presidenta e para uma ampla vitória do PT. Esse cenário somente se configurará depois de muita disputa, e extremamente dura, concentrada no tempo da TV e na mobilização político-eleitoral na rua. Mas é uma disputa sob a perspectiva de uma grande vitória.

É importante tentar compreender os movimentos que se expressam na cena eleitoral para buscar extrair mais do que as necessárias decorrências eleitorais. É nesse sentido que abordamos aqui o que nos parecem três aspectos essenciais: a derrocada da antiga hegemonia neoliberal; a construção de uma nova hegemonia política (a partir de Lula) em torno da candidatura Dilma; e o lugar do PT na vitória possível que está se delineando.

A derrocada neoliberal: profunda, mas desigual

A estagnação de Serra nas pesquisas desde que está na praça como candidato revela, em primeiro lugar, a incapacidade de se restaurar a hegemonia neoliberal. A dificuldade de reorganizar o amplo campo da direita mostra-se nos seus palanques estaduais e mesmo na dificuldade de unificar o PSDB. Isso ficou claro também no episódio da indicação do vice de Serra, cômico e esvaziado de qualquer potência política.

Serra expressa hoje incapacidade de formular uma alternativa nacional frente ao governo Lula, oscila entre o mimetismo e a oposição. Sua essência neoliberal está no caráter anti-PT e anti-esquerda que encarna. Já se disse que ele não seria propriamente um candidato de direita, mas da direita. Se algum dia essa diferença fez sentido, hoje é puramente semântica. É cada vez mais uma candidatura da direita e de direita. Em certa medida, ele está entre refundar um pólo ideológico opositor ou buscar uma saída eleitoral imediata.

Seria ingenuidade pensar que a direita se expressa somente através da candidatura Serra. Mais ainda, imaginar que interesses das classes dominantes tenham aí seu único conduto, ou que só se apresentariam em momentos eleitorais (e não no processo de governo, em que seus interesses e representantes se mostram ativos e influentes).

O partido da direita é muito mais amplo. Observe-se o papel desempenhado pelos grandes e oligopólicos meios de comunicação. Esse setor desenvolve o maior esforço em “edificar” uma alternativa Serra. Mas, além disso, ele também parece jogar com a sua derrota e começa a buscar condicionar a candidatura Dilma de várias formas, sendo a mais ilustrativa delas a busca de separação cirúrgica entre PT e candidatura Dilma, proclamando o que é aceitável e o que não é (via de regra, o programa “radical” do PT). Esse movimento de contenção já foi visto em outros momentos em relação ao próprio Lula. É verdade, no entanto, que no curso recente, esse amplo partido da direita perfilou-se na oposição a Lula e no ódio ao PT. Quiçá isso nos ajude nos combates contra os cantos de sereia que teremos pela frente.

A construção da nova hegemonia

Depois de dois anos de lançada como pré-candidata pelo presidente Lula, a companheira Dilma firma-se como favorita em todas as pesquisas, que a apontam, no quesito “expectativa de vitória”, como nova e primeira presidenta do Brasil. Desde quando iniciaram, as pesquisas sobre sua intenção de voto mostram crescimento contínuo e consistente em termos de declaração espontânea e estimulada. Quando se associa a essas medidas o nível de aprovação do governo e se verificam os setores que ainda não foram alcançados pelo debate eleitoral – e supondo que a TV joga um papel amplificador na consolidação de todos os aspectos positivos que conformam a identidade político-eleitoral da nossa candidata e chega a todos os setores do eleitorado – é possível dizer que alcançamos um patamar de favoritismo na corrida presidencial.

A afirmação de Dilma ocorreu, em primeiro lugar, no próprio PT, que a reconheceu como sua legítima candidata – a Democracia Socialista foi a primeira corrente a defendê-la, em agosto de 2008; depois disso, o movimento Mensagem ao Partido, no início de 2009, também assumiu sua pré-candidatura, que demorou um certo tempo a ser assumida de modo consensual pelo partido. Em segundo lugar, ela vai sendo reconhecida pela ampla base política e social que tem no presidente Lula a referência política fundamental. E, em terceiro lugar, vai assumindo uma identidade político-eleitoral com capacidade de conquista frente à população.

O que está ocorrendo é a formação de uma maioria política – ou, mais corretamente, uma hegemonia em construção – na sucessão de Lula, fortemente identificada com ele e com o governo, que precisa completar-se com a “utopia concreta” do futuro do Brasil pós-Lula, mas com Lula, com o PT e, obviamente, com Dilma presidenta.

A explicação superficial (isto é, da imprensa conservadora) para esse fenômeno tem sido a popularidade de Lula ou os altos índices de aprovação ao governo. Essa lógica costuma atribuir aos programas sociais essa aprovação, como se houvesse uma troca utilitária entre o povo pobre e o presidente. Não que esses fatores não existam, mas eles apenas desenham alguns traços de um processo político-social e de um sujeito histórico em formação muito mais substantivo e profundo.

A divulgação de dados econômicos e sociais que mostram que a centralidade da evolução recente do Brasil está na elevação do emprego e da “renda” do trabalho bastaria para desmontar a visão simplista conservadora. A histórica aversão ao povo professada pela direita revela-se, mais uma vez, limitadora da sua compreensão do Brasil.

Injeção de programa

Nossa interpretação do “fenômeno Dilma”, em contrapartida, deve partir da compreensão de que o Brasil de hoje está à esquerda quando comparado com 2002, ou seja, que o legado do governo Lula é um país menos liberal e mais “democrático-popular”. Desde as conquistas do 1º mandato e, sobretudo, desde o embate do 2º turno de 2006 com Alckmin, que culminou com a derrota do neoliberalismo por um projeto nacional de desenvolvimento democrático e popular, passando pelo enfrentamento da crise internacional sob uma perspectiva de esquerda, Lula conquistou uma larga maioria – uma hegemonia “em construção” – para um projeto de nação com democracia, efetiva participação popular nos frutos do desenvolvimento e soberania nacional. É necessário frisar que esse é um processo em andamento, e que, desde o ponto de vista do programa socialista do PT, esse projeto ainda não alcançou o estágio de democratização (e transformação) do poder, mas sim o de representação no poder de um projeto que tem esse potencial.

Esse legado tem como autêntica representante a companheira Dilma. Ela, cada vez mais, assume a liderança de uma nova etapa do projeto inaugurado por Lula. Seu papel fundamental na condução do governo e no enfrentamento da mediocridade neoliberal comparece na definição da sua identidade; sua formação de esquerda também.

Além de representar um legado com sentido democrático-popular, a companheira Dilma deve assumir uma identidade socialista-democrática, que só pode ser conferida como expressão partidária. É o PT que assegura essa identidade, essencial para que, além da continuidade de um projeto, se acentue o seu avanço qualitativo. Essa unidade entre candidatura e partido ainda não está plenamente constituída, mas, como um objetivo determinante, pode e deve ser construída ainda no processo eleitoral.

Assim, devemos agregar um elemento na conformação do atual período de disputa de rumos do Brasil: o fortalecimento de um partido socialista de massas ao longo de todo o ciclo histórico pós-regime militar. Diferente de outros processos de ruptura antineoliberal na América Latina, esse tem sido o elemento estratégico que nos distingue como “caso nacional” e que nos dá enorme potencial transformador.

A fobia anti-PT desenvolvida no seio das classes dominantes sempre motivou intensos ataques ao partido. Profundos equívocos internos, como o de 2005, forneceram pretextos para esse ódio de classe. Mas o PT resistiu, é a referência política para grande parte das amplas massas que se identificam com Lula; é, de longe, o partido preferido pelos que têm simpatia partidária. E, mais importante, o PT aprofundou o seu caráter de partido dos “de baixo” e da classe trabalhadora, em grande medida, em decorrência da ação do governo Lula. Mas não só.

Ainda que parcialmente, o partido superou a crise de 2005 e as vacilações programáticas do 1º governo, afirmando-se dentro das suas melhores tradições socialistas e democráticas. Evidentemente, trata-se de um processo em curso, mas que se reforça com a eleição de Dilma e com a possibilidade de abrir um novo período político mais promissor para a defesa do socialismo democrático. Longe do vaticínio sectário dos que romperam “pela esquerda” – e que hoje vivem uma profunda interrogação sobre seus experimentos partidários –, o PT vem consolidando suas bases nas classes trabalhadoras, o seu programa anti-neoliberal e seu potencial de desenvolvimento socialista.

O PT dentro da luta pela vitória

Muitas vezes se pensa o partido somente pelas suas instâncias de direção; esquece-se de compreendê-lo como referência histórica do governo e de movimentos sociais, sobretudo a CUT. Essa unidade é que deve ser traduzida na disputa política e na construção da identidade socialista-democrática da candidatura presidencial da companheira Dilma.

Nesse contexto, podemos dizer que a vitória de Dilma pode se constituir como uma vitória socialista, e, nesse caso, abrirá um novo e mais promissor período na história nacional.

Não apenas porque em torno da candidatura Dilma se estrutura uma ampla frente, mas porque depende do PT imprimir à hegemonia política em construção uma perspectiva socialista democrática: essa é a razão fundamental da exigência do papel de direção do PT sobre o conjunto da campanha. Essa construção da hegemonia torna-se mais importante ainda em uma disputa na qual o PMDB ganha força, com mais nitidez, na coalizão nacional, bem como em chapas que disputam os governos em estados centrais do país.

Esse papel não compete apenas à direção formal do PT – que tem, por certo, tarefas insubstituíveis que precisa cumprir –, mas à direção real do partido, o que inclui sua presença no governo e nos movimentos sociais. E certamente, nessa dimensão ampliada e real de direção partidária, Lula e Dilma têm lugar destacado de liderança. Nada mais equivocado do que considerá-los “externos” à direção real do partido.

Cabe a essa direção real e ampliada – naturalmente, ouvindo os partidos aliados, principalmente os de esquerda – sintetizar o programa para o próximo governo, para o qual nosso 4º Congresso deu uma contribuição importante que deve se somar às práticas e conhecimentos mais avançados conquistados no governo e às contribuições dos movimentos sociais.

Muito mais que um documento, o programa é um elo a ser construído com a ampla base social que apóia nossa candidatura. E que pode se movimentar em defesa dessas posições. Nesse sentido, é fundamental uma campanha “programática”. Sempre que a nossa candidatura assume essa postura, a direita recua e fica ainda mais na defensiva.

De outro lado, não há hegemonia sem força. É fundamental que o PT cresça dentro da vitória de Dilma. Nisso se destaca a conquista de governos estaduais, onde já governamos e onde podemos chegar ao 2º turno e vencer, como em SP. Também contribui a conquista de estados onde o PT, ainda que não lidere a chapa majoritária, tem papel fundamental, sobretudo aqueles encabeçados por partidos de esquerda.

Essas são vitórias que, junto com a eleição presidencial de Dilma, aprofundam a mudança na correlação de forças. A formação de bancadas maiores e mais coesas no congresso e nas assembléias estaduais é outra frente destacada nessa conquista de força e que será decisiva para a luta pela reforma política.

Nesse contexto de extrema defensiva das forças neoliberais no plano nacional, há bastante legitimidade para se avançar no programa de transformação do Brasil e na conquista de novas posições que aprofundem a revolução democrática que temos defendido.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Desmascarado pelas centrais sindicais, Serra busca socorro da UGT






Portal Vermelho

Depois de ser denunciado por cinco das seis centrais sindicais — no ótimo manifesto “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores” —, o presidenciável José Serra (SP) acusou o golpe. Nesta quarta-feira (14), uma semana após a divulgação do manifesto, o tucano irá a uma plenária da UGT (União Geral dos Trabalhadores), em São Paulo, para receber em mãos um documento da central endereçado aos candidatos à Presidência.

Em meio à acirrada campanha eleitoral, Serra corre para reverter a imagem de inimigo número um dos trabalhadores e do movimento sindical. Suas chances de obter êxito são muito próximas a zero. Conforme declara o manifesto assinado pelos presidentes de CUT, Força, CTB, CGTB e Nova Central, a “marca registrada” da trajetória política de Serra “foi atuar contra os trabalhadores”. Não há marquetagem ou factoide que maquie essa reputação.

De acordo com as centrais, Serra “tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra”.

O manifesto também lembra que, na Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988), o então deputado federal José Serra boicotou inúmeros avanços para os trabalhadores e o sindicalismo. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a garantia de aumento real do salário mínimo, a estabilidade do dirigente sindical, o direito à greve, entre outras medidas.

As denúncias contra o tucano são ainda mais numerosas: “Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo”, registra o manifesto das centrais.


Serra economista?


A mentira tem perseguido o discurso do candidato do PDSB. Outra “marca registrada” de Serra é lustrar sua biografia de tal forma que, como diria Machado de Assis, lhe confira “ares de fidalgo”. O tucano, por exemplo, afirma em todos os cantos que é economista, assim como já sustentou ser engenheiro.

O Conselho Regional de Economia da Paraíba já pediu interpelação judicial e enquadramento do presidenciável tucano, acusando Serra de “falsidade ideológica” e “charlatanismo”. A denúncia recebeu o apoio dos conselhos regionais de mais sete estados — Alagoas, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins.

Como enfatiza o jornalista Paulo Henrique Amorim no blog Conversa Afiada, “ele pode até ter estudado economia e engenharia na Bolívia, no Chile, nos Estados Unidos, no Uzbequistão ou na PiGolândia (onde ele é soberano e quase rei). Mas, não detém um diploma que o credencie a exercer essas profissões no Brasil. E muito menos a dizer que é ‘engenheiro’ ou ‘economista’”.

Uma aliança natural

Só mesmo a UGT para dar guarida a um candidato com esse “não-currículo”, na contramão da imensa maioria do movimento sindical. Nada mais natural que se trate da única central que demonstra entusiasmo com uma candidatura tão conservadora. Neste ano, a entidade presidida por Ricardo Patah já vinha tomando uma série de decisões que sinalizavam o rompimento com a unidade do sindicalismo e a adesão à direita.

Um momento emblemático da guinada foi a manifestação hipócrita e oportunista que a UGT promoveu, em 7 de abril, contra o regime cubano e em defesa das “Damas de Branco”. O protesto foi um fiasco. Para desmascarar o isolamento da UGT, entidades das mais variadas frentes se aliaram ao Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba e realizaram, no mesmo local e na mesma hora, um ato em solidariedade ao povo cubano e de repúdio à campanha midiática contra o país caribenho. Mais tarde, soube-se ainda que a UGT contratou “manifestantes de aluguel”, por R$ 50 e R$ 100, para forjar uma boa mobilização.

A UGT também tentou, em vão, levar Serra ao 1º de Maio Unificado, promovido em conjunto com a CTB e a Nova Central. Dissimulado, o tucano afirmou que o convite não havia chegado a suas mãos. Mas um pré-acordo entre a central e a campanha Serra fez com que a UGT ficasse de fora do maior evento do movimento sindical brasileiro em mais de duas décadas — a 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

O encontro reuniu mais de 25 mil lideranças sindicais e aprovou a Agenda da Classe Trabalhadora. Com seis eixos estratégicos e 249 reivindicações, o documento é o mais legítimo porta-voz dos interesses dos trabalhadores. Suas propostas foram deliberadas em consenso por cinco centrais diferentes, representantes de mais de 90% da base do movimento. Ao desqualificá-lo, UGT e Serra mostram que só podem estar, ambos, numa mesma — e deplorável — trincheira.

Leia abaixo o manifesto das centrais

Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores

O candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano.

A verdade

Seguro-Desemprego - Foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.

FAT - Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.

Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) - José Serra votou contra os trabalhadores:
a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;
c) não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;
d) não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;
e) não votou pelo aviso prévio proporcional;
f) não votou pela estabilidade do dirigente sindical;
g) não votou pelo direito de greve;
h) não votou pela licença paternidade;
i) não votou pela nacionalização das reservas minerais.
Por isso, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte.

Revisão Constitucional (1994) - Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição.

É por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo.

As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura.

Antonio Neto – presidente da CGTB Wagner Gomes – presidente da CTB Artur Henrique – presidente da CUT Miguel Torres – presidente da Força Sindical Jose Calixto Ramos – presidente da Nova Central

E agora Índio?!?!?!

Vice de Serra emprega funcionário fantasma na Câmara Federal

Do Portal Vermelho

O deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB) à Presidência da República, emprega em seu gabinete na Câmara um “amigo” e parceiro de voos de ultraleve num aeroclube do Rio. O fantasma é Paul Zachhau, membro da Abul (Associação Brasileira de Ultraleves). Ele foi nomeado secretário parlamentar por Indio em novembro de 2008 e recebe ao menos R$ 540 mensais, sem gratificações.
O vice de Serra não explicou em detalhes o que faz seu inusitado secretário parlamentar. Zachhau não cumpre expediente nem no gabinete de Índio, em Brasília, nem em seu escritório político no Rio de Janeiro. O maior vínculo “político” entre eles se dá nos voos de lazer.

Flagrado na ilegalidade, Indio afirmou que Zachhau o acompanha em agendas no Rio de Janeiro, inclusive em viagens ao interior do estado, para cumprir atividades parlamentares como deputado. O vice de Serra não possui jatinho ou helicóptero, somente o ultraleve, que, segundo sua assessoria, é usado apenas por hobby.

Como os traslados entre Brasília e Rio são feitos em voos comerciais, conforme o detalhamento das contas de Índio no site da Câmara, a presença de um secretário parlamentar, membro Associação Brasileira de Ultraleves, pode ser considerada – no mínimo – desnecessária.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Zachhau disse que faz voos com Indio, que é, a seu ver, “ótimo piloto". Questionado sobre sua função como secretário parlamentar, limitou-se a informar o telefone da secretária do deputado "para mais informações".

Ficha suja

Índio da Costa foi escolhido, para ser o vice na chapa de Serra no limite do
prazo legal. Alguns fatores permearam sua indicação: o apadrinhamento do ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM), ser jovem e ter a imagem associada ao projeto Ficha Limpa, do qual foi relator na Câmara.

Desde sua oficialização para compor a chapa, a boa imagem de Índio da Costa tem desmoronado. Ele e Cesar Maia são suspeitos de envolvimento no episódio de licitação viciada para fornecimento de merenda escolar na capital carioca em 2005.

Segundo apurou o relatório da CPI criada pela Câmara Municipal para investigar a concorrência, que agora é objeto de inquérito policial na Delegacia Fazendária, o edital da licitação tinha entre as regras atrair um número expressivo de participantes — mas duas empresas, Milano e Ermar, agiram em jogo combinado para vencer.

A Ermar apresentou recursos de impugnação contra todos os concorrentes, exceto contra a Milano, deixando caminho livre. Com isso, as regras do edital não foram atendidas, e Índio da Costa, então secretário municipal, tinha a obrigação de cancelar o processo e providenciar outra licitação. Mas fez o contrário: a Milano acabou vencendo a licitação e ficando com 99% do fornecimento de gêneros alimentícios para a merenda.

Índio ainda levantou mais suspeitas ao insistir na contratação centralizada de fornecimento de merenda escolar quando, desde 2001, um estudo da Controladoria Geral do Município (CGM) recomendava a descentralização do sistema. Os cofres públicos municipais sofreram uma sangria de R$ 11 milhões. Uma nova licitação estendeu a participação a nove empresas fornecedoras de gêneros alimentícios.

Combate ao racismo e promoção da igualdade


Artigo de *Gilmar Santiago publicado no jornal A Tarde, dia 13.07

Até o ano de 2002, imperava a idéia de que o crescimento econômico por si proporcionaria maior bem-estar social. O Brasil amargava o título de vice-campeão mundial em concentração de renda. As políticas públicas de promoção da igualdade realizadas pelos governos do presidente Lula interromperam esse ciclo histórico de exclusão social.

Conforme dados do IPEA, a pobreza caiu de 33% da população em 2002 para 23% em 2007. Entre 2001 e 2007 a renda familiar per capita foi acrescida em 15,6%. A mobilidade social fez com que 13,8 milhões de pessoas mudasse de faixa de renda. No que refere à inserção racial, entre os 20 milhões de novos membros da classe média, os brancos são minoria, 12% do total. Cerca de 27% são pardos e 30% negros.

No âmbito das políticas específicas de combate ao racismo, louvamos a criação e instalação da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) que deu um novo alento à implementação das ações afirmativas. Neste período consolidou-se a política de cotas nas universidades, foi criado o programa de incentivo à ampliação do número de estudantes universitários, o ProUni. Foi também durante os governos Lula que tiveram início o reconhecimento e titulação de terras de remanescentes quilombolas. E, recentemente, foi aprovado o Estatuto da Igualdade Racial. Ainda que criticado por causa de lacunas importantes, o Estatuto, ao lado de todas essas políticas configuram marcos de um novo tipo de compromisso do Estado brasileiro com a população negra.

Mas estamos ainda distante de uma sociedade equilibrada social e economicamente e com imensos desafios na promoção da justiça social. O racismo deixou seqüelas profundas nos comportamentos sociais contemporâneos. Ele está nas ruas e nas instituições, bem o sabemos. A chamada “racialização do cotidiano” é uma realidade que não pode ser negada; e a superação dessa realidade passa pelo reconhecimento do fator racial como marcador de diferenças. Por isso é preciso louvar o que aconteceu na última década em termos de combate à pobreza e promoção da igualdade e insistir para a adoção de medidas adicionais de combate às desigualdades raciais.

No âmbito do Partidos dos Trabalhadores foi elaborado, nas últimas semanas, um documento que sintetiza o debate sobre o assunto em 13 propostas para aprofundar as políticas públicas federais de promoção da igualdade. Nasceram das lutas dos movimentos sociais, particularmente dos movimentos negros, da experiência na formulação e implantação de políticas institucionais nos âmbitos governamentais e da compreensão de que o racismo brasileiro têm dimensão nacional e implica a educação, a cultura, a economia, a política e todas as esferas da sociedade. Os 13 pontos estão distribuídas nas áreas da saúde, trabalho, relações internacionais, desenvolvimento econômico e investimentos, gestão, mulheres, juventude, acesso à terra, educação, cultura, cidadania, mídia e segurança pública.

As transformações da sociedade brasileira exigem o aprofundamento da democracia, da igualdade e da justiça. Esperamos do novo governo aprofundar o desenvolvimento com investimentos sociais, continuar perseguindo os objetivos da sociedade justa para todos. Entre 1997 e 2007 foram vítimas de homicídios no Brasil 512,2 mil pessoas. Mais de um terço das pessoas assassinadas eram jovens entre 15 e 24 anos. De cada dez homens assassinados, sete eram jovens negros. A mudança desta realidade cruel impõe-se como necessária. A solução passa por aprofundar, integrar e radicalizar as políticas inclusivas de educação, saúde, moradia, saneamento, cultura, lazer, renda, trabalho.

Acreditamos que o principal desafio para o próximo governo é aprofundar as políticas de inclusão social e, particularmente, incluir a população negra no ciclo de desenvolvimento social e econômico como sujeito ativo, criando as condições para a superação das marcas negativas que os projetos de desenvolvimento carregaram ao longo dos mais de 500 anos em que as classes dominantes governaram o Brasil.

*Gilmar Santiago é vereador do PT em Salvador-BA.

terça-feira, 13 de julho de 2010

NOTA DE EXPLICAÇÃO (NÃO GOSTO DO TERMO ESCLARECIMENTO) DA DEPUTADA INÊS PANDELÓ SOBRE O FICHA LIMPA



Cumprindo o dever de bem informar a população, em particular aos meus eleitores e eleitoras, venho esclarecer: - Os processos que o Ministério Público Estadual se embasou para o pedido de impugnação da minha candidatura a eleição 2010 já foram julgados e arquivados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e nenhum deles trata de improbidade administrativa. Estranho, pois os referidos processos são anteriores as minhas duas candidaturas à prefeita e as duas candidaturas à deputada estadual. Comunico ainda que, até o momento não recebi qualquer notificação a respeito do assunto. Tão logo isso aconteça a Assessoria Jurídica do meu mandato entrará com a defesa junto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral). A campanha continua com ânimo, alegria e transparência rumo à vitória.